Braquiterapia Hight Dose Rate (HDR)

Braquiterapia

A radioterapia divide-se em duas áreas: a radioterapia externa, em que a irradiação provém do aparelho e é externa ao doente e a chamada braquiterapia, em que a fonte radioativa é colocada dentro do corpo do doente, seja em cavidades naturais (braquiterapia endocavitária ou endoluminal como sucede na vagina, no esófago ou nos brônquios), seja intersticial (como sucede na próstata) ou na sua proximidade.

O alcance das fontes radioativas (geralmente, irídio 192) é muito curto e isso possibilita que se libertem doses elevadas no alvo, com uma diminuta irradiação dos órgãos saudáveis envolventes.

A braquiterapia pode ser empregue como terapêutica exclusiva ou associada à radioterapia externa, funcionando, nesses casos, como um reforço de dose, já que as diferentes áreas do corpo precisam de doses diferentes, conforme o seu risco de recidiva.

A braquiterapia moderna recorre a um débito elevado (HDR – high dose rate), na qual uma elevada dose é libertada, num curto espaço de tempo e o doente pode retomar a atividade ambulatória rapidamente.

 

A braquiterapia moderna recorre a um débito elevado na qual uma elevada dose é libertada num curto espaço de tempo e o doente pode retomar a atividade ambulatória rapidamente.

​​No caso da próstata também se pode recorrer a implantes permanentes, com semivida de alguns meses, embora, nos últimos anos, a braquiterapia da próstata HDR, na qual o doente não fica com sementes, tenha vindo a ganhar um peso cada vez maior.

No HESE, realiza-se a braquiterapia ginecológica HDR, sob anestesia, em mulheres sujeitas a histerectomia ou com carcinomas do colo do útero, não operados de acordo com os protocolos internacionais, em que o tratamento é realizado mediante quimioterapia e radioterapia concomitante (o Serviço de Oncologia localiza-se ao lado  da Unidade de Radioterapia), seguida, no caso de boa resposta, de braquiterapia ou, alternativamente, apenas quimioterapia e radioterapia.