Existem várias formas de realizar a Radioterapia de Intensidade Modulada. Uma das possibilidades é que, na ocasião da irradiação, e enquanto as lâminas se movimentam para modular o feixe, o aparelho permaneça estático, imóvel, enquanto se procede à irradiação em concreto daquele campo.

Como o número de campos é muito importante em radioterapia – pois quanto maior for o número de campos, isto é, de portas de entrada de radiação, menor será a “quantidade” de radiação que atravessa uma determinada porção do corpo –,  os tratamentos de intensidade modulada recorrem, usualmente, a um número grande de campos/posições, em que o aparelho permanece imóvel enquanto as lâminas se movimentam.

Este facto torna os tratamentos muito morosos e com impacto no doente – que tem que suportar, imóvel, períodos longos de tempo – e acaba mesmo por limitar o número total de doentes que podem beneficiar desta terapêutica.

A IMRT é, agora, o “state-of-the-art” e é altamente recomendada nos tratamentos do cancro da próstata e da cabeça e pescoço.

​O chamado RapidArc™ constituiu um novo e extraordinário avanço da moderna radioterapia, já que esta técnica permite que a irradiação se realize em arco, ao redor do doente, sem que o aparelho se imobilize, ao mesmo tempo que as lâminas se movimentam, “modulando” o feixe de radiação.

Desta maneira, consegue-se irradiar com intensidade modulada 360º ao redor do doente e, num tempo de apenas dois/três minutos, dependendo de cada caso clínico em concreto.

O HESE foi o primeiro Hospital da Península Ibérica a instalar o RapidArc™ e o primeiro a arrancar, em Portugal, com esta modalidade terapêutica, tendo o primeiro tratamento ocorrido a 28 de março de 2011.

Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) por RapidArc™