Se não há nenhuma queixa, mas sabemos que em algumas situações existem fatores de risco conhecidos (idade e sexo), em que há grande probabilidade de diagnosticarmos um cancro antes de ele dar qualquer problema, e com isso temos muitas hipótese de fazer tratamentos que levem à cura, pode e deve fazer-se aquilo a que chamamos rastreio.


Os exames de rastreio são usados para despistar o cancro da mama, do colo do útero, do cólon e do reto (neste caso em populações particulares):

  • Mama: a mamografia é a melhor forma para detetar o cancro. É recomendável que as mulheres, entre os 50 e os 70 anos, façam uma mamografia anual ou de 2 em 2 anos; mulheres que tenham risco aumentado para ter cancro da mama devem falar com o médico para saber qual a frequência com que devem fazer a mamografia.

  • Colo do útero: o teste de Papanicolau é o exame de eleição. O exame deverá ser repetido, pelo menos, uma vez de três em três anos, após o início da atividade sexual.

O conhecimento atual não permite afirmar se fazer exames para detetar outros cancros antes destes darem sintomas, se traduz em vantagens para os doentes. Assim, esses exames não devem ser feitos, a não ser em circunstâncias de investigação. Se isto acontecer será informado e esclarecido sobre o estudo.


Deve sempre falar com o médico sobre os possíveis benefícios e riscos de se fazer o rastreio de qualquer tipo de cancro. A decisão de fazer ou não, é sempre sua.

Rastreio

  • Cólon e reto: são usados vários testes de rastreio para detetar pólipos (massas), tumores, ou outras alterações no cólon e no reto. A partir dos 50 anos, deve falar com o médico para saber se deve e com que frequência fazer os exames de rastreio.