Terapêutica Oncológica

Após o diagnóstico de cancro é necessário planear qual a melhor estratégia terapêutica.

 

Em algumas situações com características muito particulares, em que se prevê que o cancro possa ter uma evolução muito lenta, a decisão pode ser a de manter apenas uma vigilância e não fazer qualquer intervenção terapêutica.

Na maioria das situações faz-se tratamento. Este pode ter uma intensão curativa. Isto é: o que se planeia fazer irá eliminar o cancro, procurando-se obter a cura.


Quando o diagnóstico revela situações, que pelo tipo de cancro, pela gravidade da situação inicial ou por um qualquer outro problema médico do doente a possibilidade de cura é muito baixa, dizemos que a intenção do tratamento é paliativa. Neste caso o que se procura com o tratamento é aumentar a sobrevivência e a qualidade de vida. É possível controlar o cancro quando este não se  consegue eliminar, tendo o doente boa qualidade de vida. Transforma-se, assim, uma doença que no passado evoluía rapidamente para morte, em situações crónicas.

Seja qual for a estratégia terapêutica que se decidir, o doente deve participar no processo de decisão. Para isso tem que estar informado, sobre o seu estado de saúde e sob as diferentes opções terapêuticas.

A informação sobre cancro e os seus tratamentos está hoje disponível de muitas formas. Nem toda a informação é fiável. Se tiver dúvidas, partilhe-as com o seu médico. Uma forma eficaz de o fazer é registar todas as questões, para depois as fazer durante a consulta.

 

O tratamento inicia-se logo que estejam reunidas as condições para o fazer. Ou seja, haver informação suficiente para se poder decidir uma estratégia terapêutica. Habitualmente os tratamentos decidem-se numa reunião onde participam vários médicos com diferentes especialidades. Desta reunião nasce uma proposta que é apresentada e explicada ao doente.

O doente, sem que isso represente qualquer desconfiança perante a equipa que dele está a cuidar, pode ouvir uma segunda opinião.