Tipos de Tratamento

As radiações podem ser:

 

Externas - existe uma máquina que produz a radiação, havendo diferentes equipamentos e diferentes formas de os usar, que permitem fazer tratamentos de acordo com as necessidades do doente.

Internas -  também designada de braquiterapia, a radiação tem origem em material radioativo que é colocado dentro ou ao lado do tumor. É um exemplo desta técnica a braquiterapia prostática usada no tratamento do cancro da próstata.

Se tiver que fazer radioterapia fale com o seu médico, procure saber quais são os efeitos adversos mais frequentes que lhe podem acontecer, se existe forma de os prevenir e o que deve fazer caso estes aconteçam.

  • Quimioterapia – usam-se fármacos que têm a finalidade de destruir as células malignas, habitualmente sob forma de comprimidos ou de injetáveis. Esta forma de tratamento é feita ao longo de semanas ou de meses, com periodicidades diversas, mas habitualmente de duas em duas ou três em três semanas. Existe assim um ou mais dias em que o doente está a fazer tratamento, seguidos de alguns dias de descanso, até voltar novamente a fazer a quimioterapia. Isto corresponde a um ciclo de tratamento.

Se tiver que fazer cirurgia fale com o seu médico, procure saber quais são as complicações mais frequentes que lhe podem acontecer, a curto e longo prazo, se existe forma de as prevenir, e o que deve fazer caso aconteçam.

  • Radioterapia – nesta técnica faz-se uso de radiações para destruir as células malignas. Há várias formas de aplicar as radiações nos locais onde existe cancro. Os equipamentos atuais permitem fazer tratamentos mais eficazes, com menos efeitos laterais e em menos tempo por sessão.

  • Cirurgia - quando se faz cirurgia, procura-se remover todo o tumor. Por vezes tal não é possível, mas a cirurgia pode ser útil no controlo de sintomas, mesmo quando não é possível remover todo o tumor. Existe ainda um receio de que a cirurgia “vai espalhar” a doença, fazendo com que o cancro progrida rapidamente. As equipas cirúrgicas têm treino muito diferenciado para prevenir que essa situação aconteça. Esta ideia deve ser rebatida. A cirurgia é a forma mais eficaz de eliminar a maioria dos cancros, principalmente quando se consegue remover todo o tumor.

Antes de cada ciclo de tratamento há necessidade de se avaliar o doente, para se saber se já recuperou dos efeitos negativos do ciclo anterior, que muitas vezes não são sentidos pelo doente. Para isso, para além da consulta, é habitual fazer-se uma análise ao sangue.

A maior parte destes tratamentos é administrada em hospitais, mas sem necessidade do doente ficar internado. Os comprimidos podem ser tomados em casa, como qualquer outro tratamento oral. Os efeitos secundários da quimioterapia são diversos e muito variáveis de pessoa para pessoa.

Se tiver que fazer quimioterapia fale com o seu médico, procure saber quais são os efeitos adversos mais frequentes, se existe forma de os prevenir e o que deve fazer caso estes aconteçam.

  • Terapêutica Hormonal - esta forma de tratamento faz-se administrando substâncias que vão impedir que hormonas, naturalmente produzidas pelo corpo humano, se liguem a células malignas que precisam dessas hormonas para se multiplicarem.  Para se usar estes tratamentos tem que saber que o cancro tem nas células sítios (receptores hormonais), onde as hormonas se ligam para fazer o efeito. Se o cancro não tem esses sítios a terapêutica hormonal não faz efeito. Isto quer dizer que só em alguns cancros existe vantagem em fazer este tipo de tratamento. 

Se tiver que fazer hormoterapia, fale com o seu médico, procure saber quais são os efeitos adversos mais frequentes, se existe forma de os prevenir e o que deve fazer caso estes aconteçam.

  • Terapêutica Biológica - também designado de Imunoterapia. Com este tratamento procura-se estimular os mecanismos naturais de defesa a combater e destruir as células malignas. Existem fármacos que são muito semelhantes a substâncias naturalmente produzidas pelo organismo humano e que, quando administradas, vão ter um efeito semelhante a uma reação de defesa do sistema imunitário ou promover acontecimentos biológicos que destroem ou afetam as células malignas. Frequentemente estes tipos de tratamentos são usados como complemento de outras formas sistémicas de tratamento. 

Se tiver que fazer terapêuticas biológicas, fale com o seu médico, procure saber quais são os efeitos adversos mais frequentes, se existe forma de os prevenir e o que deve fazer caso estes aconteçam.

  • Outras formas de tratamento - existem outras técnicas que, por serem ainda experimentais, ou serem dirigidas o um número muito pequeno de doentes, não são aqui abordadas. Exemplo: a transplantação medular, o uso de células estaminais ou terapêuticas com células dendriticas.

Qualquer modalidade de tratamento que lhe seja proposta deve ser-lhe explicada. Não fique com dúvidas, esclareça-as.